Grandes primatas se beijam para manter a paz social, sugere novo estudo

0
13

Os humanos muitas vezes se apegam uns aos outros quando as coisas ficam difíceis. Os grandes macacos fazem o mesmo. Novas pesquisas indicam que o afeto físico – abraços, beijos, toques gentis – serve como um mecanismo antigo para construir confiança. Não é apenas um comportamento suave. É estratégia.

Cientistas da Universidade de Durham observaram chimpanzés e bonobos na República Democrática do Congo e na Zâmbia. O objetivo? Entender por que esses primatas usam o contato físico para tranquilizar uns aos outros. Eles olharam especificamente para os momentos que antecederam os conflitos. Geralmente por causa da comida.

Os resultados desafiaram um estereótipo comum. As pessoas pensam nos chimpanzés como puramente agressivos. Isso está errado. O estudo descobriu que os chimpanzés mantêm contato próximo e íntimo antes de eventos estressantes. Eles colocaram os dedos na boca um do outro. Eles se abraçam. Eles se inclinam.

“É como um ‘nós’ em vez de um ‘eu'”, explicou a professora Zanna Clay. Ela chama o comportamento de “grito de guerra”. Pense em um time de futebol reunido antes de um jogo de campeonato. O estresse é alto. As apostas são reais. Mas o grupo está unido.

Para ver isso em ação, os pesquisadores criaram um cenário específico. Eles imitaram a alimentação natural na natureza. Eles usaram amendoim. É um deleite simples. Mas num ambiente de cativeiro, a comida pode provocar tensão. Os macacos sabiam que os amendoins estavam chegando. Eles se prepararam para isso. E eles estenderam a mão para seus colegas.

Como os grandes primatas mantêm a paz?

Você pode perguntar: por que isso importa? Porque muda a forma como vemos as estruturas sociais dos primatas. Freqüentemente projetamos a política humana nos animais. Mas isso sugere algo mais profundo. Algo mais antigo. A vontade de tocar. Para conectar. Para acalmar o sistema nervoso antes de um confronto.

O estudo se concentrou em dois tipos de grandes símios. Chimpanzés. Bonobos. Ambos são nossos parentes mais próximos. Ambos vivem em sociedades complexas. Os pesquisadores os observaram interagir em dois santuários diferentes. Esta configuração permitiu uma observação naturalística. Evitou as restrições artificiais de um laboratório.

O comportamento foi consistente. Antes de um evento potencialmente conflituoso. Antes da comida chegar. Os macacos se uniram. Eles se tranquilizaram. Eles se tocaram. Eles se abraçaram. Foi um esforço coletivo para controlar o estresse. Não é um indivíduo.

A ciência por trás do afeto dos primatas

O que torna esta descoberta surpreendente é a natureza do contacto. Não foi apenas um tapinha